18 de junho de 2007

Líder do PS/Porto adere ao "Regiões, Sim!"

O líder da Concelhia do PS/Porto, Orlando Soares Gaspar, e Narciso Miranda, ex-autarca, decidiram aderir ao movimento cívico "Regiões, Sim!", liderado pelo social-democrata algarvio Mendes Bota, confirmaram os dois socialistas ao JN. Além da regionalização, ambos têm em comum a defesa da eleição directa das juntas metropolitanas, considerando que não choca com aquela reforma administrativa, como argumenta a Distrital.Soares Gaspar foi um dos socialistas que esteve na recente reunião com os mandatários nortenhos do movimento, para adesão de novos apoiantes. Ao JN, o líder concelhio adiantou que decidiu aderir e participar na campanha a lançar no imediato. Ainda no plano das reformas, defende a eleição directa nas áreas metropolitanas, considerando que, com uma futura regionalização, será possível adaptar as duas estruturas. Essa adaptação, atirou a título de exemplo, pode passar por alargar a Junta Metropolitana do Porto de modo a criar uma região Norte; ou por criar uma região só da Área Metropolitana. Soares Gaspar, apoiante de Renato Sampaio na Distrital, discorda, portanto, de que a perspectiva da regionalização seja um impeditivo da eleição directaNarciso Miranda também confirmou que aderiu ao movimento cívico e promete "empenhar-se em todas as acções no sentido de se retomar o processo de regionalização, mesmo tendo consciência de que só poderá ser feita com novo referendo".Quanto ao regime proposto pelo Governo, que retira os presidentes de Câmara do executivo das juntas, defende "áreas metropolitanas politicamente fortes, o que só é possível com legitimidade do voto directo". "Foi este o consenso resultante de um debate interno do PS com Jorge Coelho, em nome da direcção nacional e enquanto coordenador para as políticas regionais e autárquicas", recordou. E acrescenta, em jeito de recado interno "Não fui eu que mudei de opinião". E nota não ter havido qualquer debate no PS no sentido contrário.Em resposta à Distrital, diz que, "dentro do PS, nunca em caso algum se defendeu que a gestão de duas áreas metropolitanas politicamente fortes colidisse com a previsão da regionalização".

Fonte: JN